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Subsidio Lição 01- Davi: escolhido de Deus e ungido pelo Senhor

Subsidio Lição 01- Davi: escolhido de Deus e ungido pelo Senhor

Subsidio Lição 01- Davi: escolhido de Deus e ungido pelo Senhor | 2° Trimestre de 2025 | JOVENS

 

 

 

Davi foi chamado por Deus em um período de instabilidade para Israel.

O povo enfrentava conflitos territoriais e ameaças constantes dos inimigos, especialmente os filisteus. No entanto, a maior crise não era militar, mas espiritual. O afastamento dos mandamentos do Senhor resultava em ciclos de opressão e libertação. Sempre que Israel se esquecia de Deus, caía nas mãos dos inimigos; ao clamar, recebia livramento, mas logo voltava aos mesmos erros (Jz 2.10-19).

Esse esquecimento era consequência da negligência em ensinar às novas gerações sobre os feitos de Deus (Dt 11.26-32; Js 1.7-8). Quando entrou na terra prometida, Israel era forte e temido (Js 2.8-14), mas sem uma liderança comprometida com os princípios divinos, a nação começou a declinar espiritualmente. Diante da opressão dos inimigos, os israelitas pediram um rei, demonstrando sua falta de confiança em Deus como governante (1Sm 8.4-7).

Nesse cenário, Davi foi escolhido por Deus. Ele não era um guerreiro experiente, mas um simples pastor, ignorado até mesmo em sua casa (1Sm 16.11). No entanto, Deus não escolhe pela aparência, mas segundo o coração (1Sm 16.7). Sua chamada foi resposta ao clamor de um povo que sofria as consequências do afastamento de Deus. Assim como no tempo dos juízes, o Senhor levantou alguém para conduzir Israel de volta à comunhão com Ele. Isso nos ensina que, mesmo em tempos difíceis, Deus permanece no controle e levanta aqueles que se dispõem a obedecê-Lo.

2- Samuel: um profeta em Israel.

Samuel entra em cena envolto em uma história inspiradora. Um verdadeiro presente de Deus, fruto de uma oração impressionante de Ana (1 Sm 1.9-19). Cresceu servindo ao Senhor e, ao longo de sua vida, teve uma destacada importância à frente do povo de Israel. O último líder do período dos juízes, aos poucos foi sendo visto pelo povo como insuficiente. Com o passar do tempo, os israelitas começaram a desejar um rei, nos moldes das nações ao seu redor. E Saul foi escolhido (1 Sm 8.20). Ao contrário do que muitos pensam, Saul também foi escolhido por Deus e ungido pelo profeta para essa grande missão.

Assim como foi com Davi, Deus escolhe os seus. Porém, não basta sermos escolhidos, precisamos fielmente obedecer ao Senhor e estar sempre no centro da sua vontade. Deus escolheu Saul, mas Saul aos poucos deixou de escolher e ouvir Deus. Assim como no tempo dos juízes, com o esfriamento do coração de Saul, o povo também começou a sofrer e as consequências estavam tomando grandes proporções. Enfim, chegou o dia em que o Senhor rejeitou Saul e ordenou a Samuel que fosse à casa do belemita (1 Sm 16.1).

Samuel surge em um momento crucial para Israel, sendo um presente de Deus em resposta à oração de Ana (1Sm 1.9-19).

Desde a infância, serviu ao Senhor e desempenhou um papel fundamental na história do povo. Como último juiz de Israel, exerceu liderança espiritual e política, mas, com o tempo, o povo passou a desejar um rei, como as nações vizinhas. .

Deus chamou Saul para essa missão, mas sua trajetória demonstra que ser escolhido não basta; é necessário obedecer fielmente ao Senhor. Com o tempo, Saul deixou de ouvir a Deus, e, assim como no período dos juízes, o afastamento espiritual trouxe sofrimento à nação. As consequências de sua desobediência cresceram até que o Senhor o rejeitou como rei e ordenou a Samuel que ungisse um novo líder, enviando-o à casa de Jessé, o belemita (1Sm 16.1).

3- Deus chama Davi.

O chamado de Davi nos traz importantes oportunidades de aprendizado. Primeiramente, ele atendeu a um propósito divino duplo: preservar o povo escolhido e a linhagem real do Messias. Deus fala claramente com o profeta Samuel e ordena que ele vá até a casa de Jessé, o belemita, para ungir o novo rei (1 Sm 16.1). Como veremos mais para frente, Saul estava muito distante dos propósitos divinos. Já não ouvia mais o Senhor e estava envolto em uma sucessão de erros e fracassos.

Samuel então, mesmo receoso de que Saul descobrisse sobre sua missão em Belém, foi até à casa de Jessé. Ao chegar, revela sua intenção e começa a buscar a quem deveria ungir conforme suas próprias referências, alguém que pudesse se enquadrar nas características desejadas de um rei. Por isso, o velho profeta procurava alguém apto aos olhos humanos, mas o Senhor já havia escolhido alguém segundo o seu coração (At 13.22). Samuel esperava ungir o primeiro, mas Deus escolhera o último.

O chamado de Davi nos ensina lições preciosas sobre a soberania e os critérios divinos.

Seu papel não era apenas governar Israel, mas também garantir a continuidade do povo escolhido e da linhagem messiânica. Deus falou claramente a Samuel, instruindo-o a ir até a casa de Jessé, em Belém, para ungir um novo rei (1Sm 16.1). Enquanto isso, Saul já estava completamente afastado dos propósitos divinos, deixando de ouvir ao Senhor e se envolvendo em erros sucessivos que comprometiam sua liderança e o futuro da nação.

Samuel, embora temesse a reação de Saul ao descobrir sua missão, obedeceu à ordem divina e partiu para Belém. Ao chegar à casa de Jessé, observou atentamente os filhos que lhe foram apresentados, procurando aquele que, em sua visão, se encaixaria no perfil ideal de um rei. Eliabe, o primogênito, chamou sua atenção, pois sua aparência e porte físico transmitiam a ideia de liderança. No entanto, Deus corrigiu a visão do profeta, deixando claro que Ele não escolhe segundo a aparência exterior, mas segundo o coração (1Sm 16.7). Um a um, os filhos de Jessé passaram diante de Samuel, mas nenhum deles era o escolhido.

Somente após questionar se havia mais algum filho, Jessé mencionou Davi, que estava no campo cuidando das ovelhas. Aos olhos da família, ele não era digno de consideração para uma posição tão importante. No entanto, o Senhor já havia determinado que aquele jovem pastor seria o rei de Israel. Ao chegar, Davi foi imediatamente escolhido por Deus e ungido por Samuel no meio de seus irmãos (1Sm 16.12-13). Esse evento nos ensina que Deus não se prende às expectativas humanas. Enquanto Samuel esperava ungir o mais forte e preparado, Deus escolheu aquele cujo coração estava alinhado com Sua vontade (At 13.22).

A soberania de Deus é um dos fundamentos essenciais da fé cristã e se manifesta no controle absoluto que o Senhor exerce sobre toda a criação.

Nada foge ao seu domínio, e todas as coisas estão sujeitas à sua vontade. Desde as forças da natureza até as decisões humanas, tudo acontece dentro do conhecimento e da permissão divina. Esse princípio nos traz segurança, pois sabemos que nenhum evento ocorre sem que Deus o permita. Jó expressou essa verdade ao reconhecer que nenhum plano do Senhor pode ser frustrado (Jó 42.2). O salmista também reforça que é o Senhor quem estabelece os desígnios da terra, frustrando as intenções dos homens e confirmando seus propósitos eternamente (Sl 33.10-11).

A soberania de Deus não significa que Ele anula a responsabilidade humana. Pelo contrário, Deus nos concedeu o livre-arbítrio, permitindo que façamos escolhas. No entanto, essa liberdade não é ilimitada nem independente da vontade divina. Tudo ocorre dentro dos decretos soberanos do Senhor, e nossas ações sempre terão consequências. A Bíblia ensina que Deus retribuirá a cada um segundo as suas obras (Rm 2.6-8), demonstrando que nossas decisões trazem resultados, sejam eles bons ou ruins.

Mesmo possuindo liberdade de escolha, devemos lembrar que Deus já conhece todas as coisas, tanto o passado quanto o futuro. Nada foge ao seu controle, e Ele conduz a história conforme seus desígnios. Essa verdade nos ensina a buscar a orientação do Senhor em tudo, pois somente Ele sabe o que é melhor para nós.

A vocação divina é o chamado que Deus faz a cada um de nós para cumprir seus propósitos no mundo.

Ele nos escolhe, nos capacita e nos guia conforme sua vontade soberana. Embora nem todos tenham uma experiência marcante como a de Abraão, chamado para ser pai de uma grande nação (Gn 12.1-3), Moisés, enviado para libertar Israel do Egito (Êx 3.11-14), Davi, escolhido como rei (Sl 78.70), ou Jeremias, separado antes mesmo de nascer para ser profeta às nações (Jr 1.4-10), cada cristão tem um papel definido por Deus.

Nem sempre o chamado divino ocorre de maneira espetacular. Muitas vezes, ele acontece de forma sutil, em nossos corações, por meio da leitura da Palavra, da oração e das circunstâncias que o Senhor coloca diante de nós. No entanto, uma coisa é certa: Deus tem um plano específico para cada vida. Cabe a nós buscarmos sua direção e respondermos com obediência, colocando nossos dons e talentos a serviço do Reino.

A trajetória de Davi nos ensina que, ao atender ao chamado de Deus, nem sempre receberemos todas as respostas de imediato. O Senhor pode nos conduzir por etapas, revelando sua vontade no tempo certo. O importante é permanecermos fiéis e dispostos a cumprir cada orientação recebida. Ao nos submetermos ao propósito divino, Deus nos usa para impactar vidas e cumprir a missão para a qual nos chamou.

Buscar nossa vocação é um ato de fé e submissão à vontade de Deus.

Ao aceitar o chamado divino, experimentamos uma alegria que transcende qualquer realização terrena, pois entendemos que nossas vidas pertencem ao Senhor e são direcionadas por Ele. A Bíblia nos exorta a estarmos atentos à voz de Deus e a respondermos com prontidão ao seu chamado. No entanto, precisamos compreender que a vocação divina não está restrita a posições de destaque, como pregar para multidões, pastorear grandes igrejas ou liderar o louvor. Muitos desempenham papéis fundamentais no Reino sem que seus nomes sejam amplamente reconhecidos. Salomão edificou o templo, mas foi necessário um grande número de trabalhadores para levantar cada pedra. Neemias liderou a reconstrução dos muros de Jerusalém (Ne 2.17), mas quem foram aqueles que, tijolo por tijolo, tornaram isso possível?

A vocação de Deus se manifesta de diversas formas, e cada um de nós tem um papel específico. O exemplo de Tabita, também conhecida como Dorcas, no Novo Testamento, ilustra bem essa verdade. Ela não foi uma grande pregadora, mas exerceu um ministério de compaixão e serviço, dedicando-se a ajudar os pobres e confeccionando roupas para as viúvas necessitadas (At 9.36-42). Seu impacto foi tão grande que, ao falecer, muitos choraram sua ausência, demonstrando o quanto sua vocação era valiosa.

Não devemos limitar o chamado de Deus apenas ao que é visível ou grandioso aos olhos humanos. O Senhor nos concede dons e talentos específicos para servirmos ao seu Reino em diferentes áreas. O importante é buscar sua direção em oração e, quando Ele revelar sua vontade, responder com fé e disposição.

O ser humano tende a julgar seus semelhantes com base naquilo que é visível.

A aparência física, a forma de falar, o gestual, as roupas e até a maneira como alguém se apresenta nas redes sociais são critérios amplamente utilizados para definir o valor de uma pessoa. Se alguém se encaixa nos padrões admirados pela sociedade, logo recebe reconhecimento e destaque. Em contrapartida, aqueles que não correspondem a essas expectativas frequentemente enfrentam rejeição e preconceito. Esse tipo de julgamento superficial tem causado inúmeros problemas ao longo da história, resultando em exclusões e injustiças.

No entanto, a aparência externa não pode definir o verdadeiro caráter de alguém. A Bíblia nos ensina que o homem vê o que está diante dos olhos, mas o Senhor vê o coração (1 Sm 16.7). Muitos podem impressionar com discursos bem articulados, gestos refinados e um comportamento aparentemente exemplar, mas isso não significa que possuem integridade e fidelidade diante de Deus. As qualidades externas são passageiras e enganosas, enquanto as espirituais são as que realmente importam.

O que realmente importa é aquilo que está no coração. O sábio conselho de Provérbios nos lembra que do coração procedem as fontes da vida (Pv 4.23). O exterior deve refletir um coração transformado por Deus, e não o contrário. O verdadeiro valor de uma pessoa está em sua comunhão com o Senhor, em sua sinceridade e no desejo genuíno de viver conforme a vontade divina. Portanto, devemos buscar discernimento espiritual para enxergar além das aparências e valorizar aquilo que realmente importa aos olhos de Deus.

Deus não se limita à aparência externa, nem se impressiona com características superficiais.

Enquanto os homens observam aquilo que está diante dos olhos, o Senhor examina o coração e conhece as intenções mais profundas (1 Sm 16.7). Essa verdade se manifesta claramente na escolha de Davi para reinar sobre Israel. Samuel, um profeta experiente, ainda tinha suas percepções humanas influenciadas pela aparência e pelo contexto cultural da época. Jessé, pai de Davi, também não imaginava que o filho mais novo, ocupado com tarefas simples no campo, pudesse ser o escolhido de Deus. No entanto, os critérios do Senhor são diferentes dos critérios humanos.

Davi não possuía a aparência de um líder militar. Enquanto seus irmãos mais velhos pareciam mais preparados para o combate, ele cuidava das ovelhas, desempenhando um serviço humilde e muitas vezes ignorado. No entanto, Deus não buscava um guerreiro com base na estatura ou força física, mas sim alguém cujo coração estivesse alinhado com a Sua vontade. Por isso, mesmo imperfeito, Davi foi escolhido, pois sua fidelidade e dependência de Deus eram as qualidades que realmente importavam.

Assim como Samuel precisou aprender que as escolhas divinas vão além daquilo que os olhos podem ver, nós também devemos confiar no Senhor para obter discernimento. Muitas vezes, somos rápidos para julgar as pessoas com base na aparência, na posição social ou em talentos visíveis. No entanto, o verdadeiro valor está no interior, na sinceridade do coração e na devoção a Deus. Quando o Senhor olha para nós, Ele vê além das limitações externas e enxerga a nossa essência, nossa entrega e nosso desejo de agradá-Lo. Portanto, mais do que tentar impressionar com méritos exteriores, devemos buscar um coração que realmente agrade ao Senhor.

A visão de Deus sobre nós é completa e perfeita. Seus olhos percorrem toda a terra, buscando fortalecer aqueles cujo coração está totalmente voltado para Ele (2 Cr 16.9).

Nada escapa ao Seu conhecimento, pois Ele sonda e prova os corações, discernindo até mesmo as intenções mais ocultas (Sl 139.1-2). Para aqueles que vivem em obediência ao Senhor, essa verdade é motivo de grande conforto. Saber que o Criador nos vê não apenas confirma que Ele nos conhece profundamente, mas também nos assegura que Sua presença nos acompanha e fortalece em todos os momentos.

No entanto, além de sermos vistos por Deus, também somos observados pelas pessoas ao nosso redor. Nossos atos, palavras e reações comunicam quem realmente somos e no que acreditamos. Quando olham para nós, será que as pessoas enxergam um verdadeiro seguidor de Cristo? Será que percebem em nossas atitudes a graça e a verdade do evangelho? A vida cristã não pode ser apenas um discurso; ela precisa ser evidenciada no caráter e na conduta diária. Jesus nos chamou para ser luz do mundo e sal da terra (Mt 5.13-16), o que significa que nossa presença deve manifestar o amor e a justiça de Deus onde estivermos.

Se a luz de Cristo realmente brilha em nós, outros a perceberão, não necessariamente por grandes feitos ou palavras eloquentes, mas por uma vida íntegra, marcada pelo amor e pela fidelidade a Deus.

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