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Subsidio Lição 03: Rute e Noemi – Entrelaçadas pelo Amor

Subsidio Lição 03 Rute e Noemi – Entrelaçadas pelo Amor

Subsidio Lição 03: Rute e Noemi – Entrelaçadas pelo Amor | 3° Trimestre de 2024 | EBD ADULTOS

 

Elimeleque, cujo nome significa “Meu Deus é Rei”, era o chefe da família de Belém, uma pequena cidade na terra de Judá. Em resposta a uma grande fome na região, Elimeleque decidiu migrar com sua esposa, Noemi, e seus dois filhos, Malom e Quiliom, para a terra de Moabe, uma nação pagã e muitas vezes hostil a Israel (Rt 1:1). Esta decisão, embora prática em termos de sobrevivência física, os afastou da terra prometida e do povo de Deus.

A permanência da família em Moabe durou aproximadamente dez anos (Rt 1:4).

Durante esse período, Elimeleque faleceu, deixando Noemi viúva. Seus filhos, Malom e Quiliom, casaram-se com mulheres moabitas, Rute e Órfa, respectivamente. A escolha de esposas moabitas, além de refletir a integração da família na sociedade local, também contrapunha a tradição israelita de evitar casamentos com povos estrangeiros, o que muitas vezes resultava em influências religiosas e culturais contrárias ao culto de Yahweh.

Além disso, os nomes de Malom e Quiliom, significando “doença” e “definhamento”, respectivamente, podem ser indicativos de suas condições de saúde desde o nascimento. A tradição judaica e algumas interpretações teológicas sugerem que os nomes dados na Antiguidade não eram meramente identificadores, mas frequentemente refletiam circunstâncias ou expectativas sobre a vida das pessoas. Assim, é razoável considerar que Malom e Quiliom possuíam predisposições à fragilidade física, o que culminou em suas mortes prematuras.

Com a morte de seus filhos, Noemi enfrentou uma devastação emocional e material. Ela se viu não apenas sem seu esposo, mas também sem seus filhos, e, portanto, sem qualquer suporte econômico ou social significativo, uma situação particularmente desafiadora para uma mulher na cultura patriarcal daquela época.

Consequentemente, a crise levou Noemi a uma amarga introspecção. Ela acreditava que o Senhor havia voltado contra ela (Rt 1:13). Quando decidiu retornar a Belém, ela expressou sua amargura dizendo: “Não me chameis Noemi, mas chamai-me Mara, porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso” (Rt 1:20). A mudança de nome de Noemi (“agradável”) para Mara (“amargosa”) simboliza sua profunda dor e a sensação de que sua vida havia se tornado um testemunho da severidade do juízo divino.

Primeiramente, é importante reconhecer que Noemi enfrentou uma série de adversidades. Ela perdeu seu marido, Elimeleque, e seus dois filhos, Malom e Quiliom, enquanto vivia em uma terra estrangeira, Moabe. Este período de dor e luto poderia facilmente ter levado Noemi a um estado de autopiedade ou autocomiseração. No entanto, ela não se entregou a esses sentimentos negativos.

 A atitude de Noemi em face da adversidade ensina uma lição valiosa sobre resiliência. Em vez de ser consumida pela dor, ela escolheu agir.

Se tivesse se entregado aos seus sentimentos, jamais teria tomado uma decisão tão desafiadora. Este exemplo bíblico reforça o ensino de Provérbios 24:10, que nos adverte contra a fraqueza diante das adversidades: “Se te mostrares fraco no dia da angústia, a tua força é pequena.”

Outro exemplo bíblico de tirar força da fraqueza é Jó. Assim como Noemi, Jó enfrentou perdas devastadoras: ele perdeu seus filhos, sua saúde e suas posses. No entanto, Jó permaneceu firme em sua fé em Deus, mesmo quando todos ao seu redor o incentivavam a desistir. Jó não negou sua dor, mas também não permitiu que ela o afastasse de sua fé em Deus. Em meio ao sofrimento, ele declarou: “Ainda que ele me mate, nele esperarei” (Jó 13:15).

Noemi não escondeu seus sentimentos de tristeza e dor, mas também não permitiu que eles a dominassem. Sua decisão de retornar a Belém, mesmo em meio a dificuldades, demonstra como podemos tirar força da fraqueza.

Assim , devemos lembrar que os problemas da vida não podem nos paralisar, mas podem, sim, ser oportunidades para demonstrar nossa fé , confiando que Deus está sempre presente para nos guiar e sustentar.

3- Sem manipulação emocional.

Rute e Orfa decidiram prontamente acompanhar a sogra. Mas tão logo começaram a viagem, Noemi decidiu liberá-las, para que voltassem à casa dos pais (Rt 1.7,8; 2.11). Mesmo de avançada idade, Noemi pensou primeiro em suas noras e no futuro delas. De volta às suas origens, Rute e Orfa poderiam casar novamente e constituírem família (Rt 1.8-13). Noemi assumiu sua condição pessoal, sem apelar aos sentimentos das noras. Esse tipo de conduta é fundamental para a construção de relacionamentos saudáveis. A manipulação emocional é sutil e costuma se manifestar desde a infância (Pv 20.11). O pecado não escolhe idade. Pessoas emocional e espiritualmente sadias não são manipuladoras.

Após a morte de seu marido e filhos, Noemi decidiu retornar a Belém. Rute e Órfa, suas noras moabitas, inicialmente se dispuseram a acompanhá-la (Rt 1:7). No entanto, Noemi, pensando no futuro e bem-estar delas, decidiu liberá-las dessa obrigação. Ela sabia que elas teriam melhores oportunidades de reconstruir suas vidas e encontrar novos maridos em suas próprias terras (Rt 1:8-9).

Além disso, Noemi demonstrou um profundo amor e altruísmo ao não usar sua situação desesperadora para forçar suas noras a ficarem com ela. Em vez disso, ela encorajou Rute e Órfa a retornarem às suas famílias, onde poderiam começar de novo. Noemi não apelou aos sentimentos de suas noras para garantir companhia ou suporte. Em vez disso, ela aceitou sua condição e ofereceu a elas a liberdade de escolha, sem imposições.

Para construir relacionamentos saudáveis, é essencial agir com integridade e honestidade, evitando a manipulação emocional.

Manipular sentimentos, mesmo que sutilmente, pode ter consequências devastadoras e minar a confiança e o respeito mútuo. Provérbios 20:11 nos lembra que “Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra for pura e reta.” Este princípio sublinha a importância de comportamentos transparentes e justos em todas as idades.

A Bíblia está repleta de exemplos de integridade e honestidade. Por exemplo, Jesus, durante seu ministério, tratava todos com respeito, jamais manipulando as emoções dos outros para alcançar seus objetivos. Quando alguns discípulos se afastaram devido a seus ensinamentos difíceis, Ele não os impediu nem apelou à culpa. Em vez disso, Ele perguntou aos doze restantes se também queriam partir, demonstrando respeito pela liberdade de escolha de cada um (João 6:66-68).

Assim, a conduta de Noemi é um modelo a ser seguido. Em nossas próprias vidas, devemos evitar qualquer forma de manipulação emocional. Devemos tratar os outros com respeito e dignidade, colocando o bem-estar deles acima de nossos próprios interesses. A verdadeira força espiritual reside na habilidade de apoiar e incentivar aqueles ao nosso redor, mesmo quando estamos enfrentando nossas próprias dificuldades.

Diante da insistência de Noemi , Órfa decide retornar a Moabe. Primeiramente, ela hesita e chora ao se despedir de Noemi (Rt 1:14). Contudo, após ponderar sobre a realidade de sua situação, Órfa escolhe voltar para sua terra natal. Diversos fatores podem ter contribuído para essa decisão. Em termos práticos, Moabe oferecia uma familiaridade e segurança que Belém não podia garantir. Órfa, assim, optou por um caminho que parecia mais seguro e previsível, permitindo-lhe recomeçar sua vida em um ambiente conhecido.

Por outro lado, Rute toma uma decisão diferente. Quando Noemi insiste para que também retorne, Rute responde com uma das declarações de compromisso mais poderosas da Bíblia:

“Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu, e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rt 1:16). Este compromisso revela a profundidade de sua lealdade e fé.

Enquanto Órfa escolhe a segurança de Moabe, Rute se compromete a seguir Noemi até Belém. Esta diferença de escolha pode ser atribuída a várias razões. Em primeiro lugar, Rute demonstra uma fé profunda no Deus de Israel, ao ponto de abandonar sua terra e seus deuses. A decisão de Rute não é apenas um ato de lealdade a Noemi, mas também um passo de fé para seguir o Deus verdadeiro.

Assim como Rute, outros personagens bíblicos demonstraram compromisso e fé em circunstâncias difíceis. Um exemplo é Abraão. Em Gênesis 12:1-4, Deus chama Abraão a deixar sua terra natal e a casa de seu pai para ir a uma terra que Ele lhe mostraria. Sem saber exatamente para onde estava indo, Abraão obedeceu. Este ato de fé é fundamental para a narrativa bíblica, pois Abraão se tornou o pai de muitas nações, conforme a promessa de Deus. Sua disposição para seguir o chamado divino, mesmo em meio à incerteza, destaca seu compromisso e fé.

Da mesma forma, Rute escolheu o caminho da fé e do compromisso, abandonando tudo o que era familiar para seguir um chamado maior. Assim como Abraão, Rute não sabia o que o futuro lhe reservava em Belém. No entanto, sua fé no Deus de Israel e seu amor por Noemi a levaram a tomar uma decisão que mudaria sua vida para sempre.

Outro exemplo é Moisés, que deixou o conforto da corte egípcia para se identificar com seu povo e liderá-los para fora da escravidão (Hebreus 11:24-27). Moisés enfrentou inúmeros desafios e adversidades, mas permaneceu firme em sua missão porque acreditava nas promessas de Deus.

As palavras de Rute, “onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu” e “onde quer que morreres, morrerei eu” (Rt 1.16-17), demonstram um grau de companheirismo e comprometimento raramente visto. Este não era um simples ato de piedade ou um gesto momentâneo de compaixão. Rute estava expressando um compromisso profundo, que não se limitava a palavras, mas se traduzia em ações concretas .

A promessa de Rute não ficou apenas nas palavras. Ela se transformou em atitudes concretas ao longo de sua vida. Rute não só acompanhou Noemi de volta a Belém, mas também trabalhou arduamente para sustentar ambas, demonstrando um amor e uma lealdade inabaláveis. Sua decisão de permanecer ao lado de Noemi, mesmo em tempos de adversidade, mostra a verdadeira natureza de uma amizade sólida e fiel.

Nesses dias de tanto individualismo, a história de Rute nos desafia a refletir sobre o nível de nossos relacionamentos.

Vivemos em uma sociedade onde o foco muitas vezes está em nossos próprios interesses e conveniências. Entretanto, a amizade de Rute com Noemi nos ensina que o verdadeiro amor e companheirismo se manifestam na disposição de enfrentar dificuldades e desafios juntos.

A Bíblia está repleta de exemplos de amizades profundas e leais. Por exemplo, Davi e Jônatas desenvolveram uma amizade tão forte que Jônatas arriscou sua vida para proteger Davi das intenções homicidas de seu próprio pai, o rei Saul (1 Samuel 18-20). Jônatas e Davi demonstraram que uma amizade verdadeira envolve sacrifício e lealdade incondicional.

Para os cristãos, a amizade de Rute e Noemi serve como um modelo de como devemos tratar nossos amigos e entes queridos. Devemos estar dispostos a apoiar e sustentar uns aos outros, mesmo quando isso requer sacrifício pessoal. Em um mundo que valoriza cada vez mais o individualismo, somos chamados a cultivar relacionamentos que refletem o amor e a fidelidade ensinados nas Escrituras.

3- Um amor prático.

Chegando a Belém, Rute não ficou parada, envolta em expectativas fantasiosas. Encarando a realidade, prontificou-se a um trabalho humilde e penoso, que era feito por pessoas pobres e necessitadas: ir às plantações e catar espigas que caíam e ficavam no chão durante a colheita, como instituído nos dias de Moisés (Rt 2.2; Lv 19.9,10; 23.22.; Dt 24.19).

Na Palavra de Deus, o princípio básico é: os ricos não podem reter para si toda a riqueza, devendo inclusive auxiliar os necessitados (Mt 6.19-21; 1Tm 6.17-19; Tg 5.1-6); mas também não são obrigados a alimentar o ócio dos pobres, que devem ir ao campo e trabalhar duro para garantir o seu sustento, pois, exceto nos casos de incapacidade física ou mental, o mesmo princípio vige até hoje (Gn 3.19; 2 Ts 3.3.10-13). Rute trabalhou – e muito nos campos de Boaz. Seu esforço impressionou o chefe dos trabalhadores. No fim do dia, recolhia tudo e levava para a sogra (Rt 2.7,17,18). Rute não apenas dizia amar, ela praticava o amor (1 Jo 3.18)

A Bíblia é clara ao enfatizar que o amor deve transcender palavras e se manifestar em ações concretas. Em 1 João 3:18, lemos: “Filhinhos, não amemos de palavra nem de língua, mas de fato e de verdade.” Este versículo nos lembra que o amor autêntico é prático e visível, e não meramente teórico ou verbal. Rute é um excelente exemplo desse amor em ação, demonstrando como um amor genuíno envolve sacrifício pessoal, dedicação e compromisso com o bem-estar dos outros.

Rute, ao chegar a Belém, tomou a decisão de trabalhar nos campos, coletando espigas deixadas para trás pelos ceifeiros.

Esse trabalho era reservado para os mais pobres e vulneráveis, conforme estipulado nas leis mosaicas (Lv 19.9-10; 23.22; Dt 24.19). Contudo, Rute não se deixou intimidar pela humildade dessa tarefa. Ao contrário, ela se dedicou com afinco, demonstrando um profundo compromisso em cuidar de sua sogra, Noemi. Sua disposição para realizar um trabalho árduo, sem reclamar, reflete um amor prático e sacrificial.

O amor prático exige esforço e abnegação. Rute não apenas declarava seu amor por Noemi, mas o vivenciava diariamente. Cada espiga que ela recolhia representava um ato de amor e cuidado. Esse exemplo nos desafia a refletir sobre como podemos demonstrar amor em nossas próprias vidas. Muitas vezes, é fácil falar sobre amor, mas é nos momentos de sacrifício e dedicação que ele se torna palpável e real.

Assim como Rute, somos chamados a viver um amor prático. Isso pode se manifestar de diversas maneiras. Por exemplo, podemos oferecer nosso tempo e recursos para ajudar aqueles que estão em necessidade. Podemos apoiar emocionalmente amigos e familiares que enfrentam dificuldades, mostrando que estamos presentes para eles. Podemos também nos envolver em ações comunitárias que beneficiem os mais vulneráveis.

Em todas essas situações, nossas ações falam mais alto que nossas palavras.

A vida de Rute nos ensina que o amor verdadeiro sempre se manifesta em atitudes concretas. Ela nos mostra que amar é estar disposto a fazer sacrifícios pessoais em prol dos outros. Quando amamos dessa forma, refletimos o amor de Cristo, que se entregou por nós de maneira sacrificial. Como está escrito em Filipenses 2:4-5, “Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus.”

Os ensinamentos do apóstolo Tiago em sua carta complementam perfeitamente a vida de Rute. Em Tiago 2:14-18, ele afirma: “De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: ‘Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se’, sem, porém, lhes dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. Mas alguém dirá: ‘Você tem fé; eu tenho obras’. Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras.”

Rute personifica esses ensinamentos de Tiago. Sua fé não era meramente teórica ou verbal; ela se manifestava em ações concretas. Cada espiga que Rute recolhia no campo representava não apenas seu trabalho árduo, mas também sua fé viva e ativa. Ao cuidar de Noemi, Rute demonstrou que sua fé estava acompanhada de obras, uma fé que se mostrava em seus atos de amor, dedicação e sacrifício.

Tiago nos ensina que a fé sem obras é morta, e Rute exemplifica essa verdade de maneira clara .

Quando ela decidiu seguir Noemi e o Deus de Israel, Rute não se limitou a palavras de compromisso. Ela provou sua fé através de suas ações, trabalhando diligentemente para prover para si e para sua sogra. Este trabalho duro nos campos de Boaz não era apenas uma maneira de garantir sustento; era uma manifestação tangível de sua fé em Deus e seu amor por Noemi.

Cada dia de trabalho nos campos era um testemunho silencioso, mas poderoso, de sua fé. Rute não esperou que as bênçãos caíssem do céu; ela foi à luta, coletando espigas e trazendo-as para casa. Sua fé a impulsionou a agir, e suas ações confirmaram a sinceridade de sua fé. Ao contrário de uma fé inativa, a fé de Rute estava viva e demonstrada em cada esforço, em cada sacrifício.

Noemi, como uma figura mais velha e experiente, desempenhou um papel importante na orientação e no exemplo de Rute. Sua vida refletia os princípios de Tito 2:3-5, onde as mulheres mais velhas são chamadas a serem sérias no viver, santas, não caluniadoras, e mestras no bem. Este ensinamento destaca a importância de transmitir sabedoria e virtude às gerações mais jovens na fé.

A história de Noemi e Rute ilustra como o exemplo e a orientação de uma mulher mais velha podem moldar profundamente a fé e o caráter de uma jovem.

Noemi não apenas falava sobre fé e virtude; ela vivia esses princípios diariamente, sendo um modelo de conduta cristã. Sua decisão de retornar a Belém após a morte de seu marido e filhos não foi apenas um ato de coragem pessoal, mas um testemunho vivo de sua confiança em Deus.

No contexto de Tito 2:3-5, Noemi seria vista como uma mestra no bem, ensinando não apenas com palavras, mas com suas ações e estilo de vida. Ela demonstrava seriedade em seu viver, evitando fofocas e excessos, e sendo um exemplo de moderação e santidade. Sua dedicação a cuidar de Rute e sua disposição para sacrificar seu próprio conforto em prol da família mostravam seu compromisso com os princípios cristãos de amor, serviço e dedicação ao próximo.

Rute, por sua vez, absorveu esses ensinamentos não apenas como conceitos teóricos, mas como verdades vivas que moldaram suas escolhas e ações. Sua decisão de seguir Noemi para Belém e abraçar o Deus de Israel foi um reflexo direto da influência positiva e inspiradora de Noemi em sua vida. Rute viu na vida de Noemi um exemplo de fé prática e compromisso com os valores divinos, e isso a motivou a seguir o mesmo caminho de fé e dedicação.

Assim como Noemi foi uma influência transformadora na vida de Rute, cada cristão é chamado a ser uma luz e um exemplo para as mais jovens na fé. Nosso viver diário deve refletir os princípios bíblicos , sendo modelos de santidade, amor e serviço, para que a Palavra de Deus não seja blasfemada, mas glorificada através de nossas vidas.

3- Sensibilidade sob liderança.

As Escrituras evidenciam a profunda sensibilidade espiritual da mulher. Um exemplo disso é o fato de terem sido as primeiras a testemunhar e crer na ressurreição de Jesus (Lc 24.1-10; Jo 20.11-18). É de grande valor quando esse extraordinário potencial feminino é reconhecido e floresce sob uma liderança séria, que orienta o trabalho da mulher, evitando que ela seja explorada em sua fé (Fp 4.3; Rm 16.12; Mc 12.38-40; 2 Tm 3.6,7).

Lucas 24:1-10 e João 20:11-18 relatam como Maria Madalena e outras mulheres foram escolhidas por Deus para testemunhar o evento mais importante da história cristã: a ressurreição de Cristo. Sua fé e sensibilidade espiritual as tornaram mensageiras da boa nova da ressurreição aos discípulos.

Esse episódio demonstra a importância de reconhecer e cultivar o extraordinário potencial espiritual das mulheres na liderança e no serviço dentro da comunidade cristã.

Paulo, em Filipenses 4:3, reconhece o trabalho de mulheres como colaboradoras no evangelho, enfatizando sua contribuição sem explorá-las em sua fé. Romanos 16:12 também menciona uma mulher, Trifena, como alguém que trabalha arduamente no Senhor.

No entanto, Jesus advertiu contra os líderes religiosos hipócritas que exploram os vulneráveis em sua devoção (Marcos 12:38-40). A liderança verdadeira, conforme ensinado por Paulo em 2 Timóteo 3:6-7, deve proteger as mulheres de serem exploradas por falsos ensinamentos e manipulações, proporcionando um ambiente seguro onde possam florescer espiritualmente.

Ao mesmo tempo, é inafastável reconhecer que Deus deu ao homem a responsabilidade de liderança na família e na igreja. Isso reflete a ordem criada por Deus desde o princípio, onde o homem é chamado a exercer uma liderança amorosa e responsável, em conformidade com a vontade divina. Essa ordem não diminui a importância ou o valor das mulheres na fé, mas estabelece uma estrutura que honra o plano de Deus para sua igreja e promove uma vivência autêntica e vibrante do evangelho.

Um comentário

  1. Amaury Ribeiro

    Como faço para obter um conteúdo sem esses comerciais todos?
    Comentários excelentes, me ajudam bastante.

    1. Julio Assis

      A paz do Senhor . Quem bom que os estudos tem ajudado ! Você pode tentar copiar o texto e depois colar no Word.
      Quanto as propagandas essa é a única forma que tenho para obter recursos para manter o site no ar.

  2. DAIANA

    Excelente comentário! Parabéns!

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