Conhecer a Palavra

Subsidio Lição 02 Missões Transculturais – A sua Origem na Natureza de Deus

SUBSIDIO LIÇÃO 02

Subsidio Lição 02: Missões Transculturais – A sua Origem na Natureza de Deus

TEXTO ÁUREO

“Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é, e serás o pai de uma multidão de nações.” (Gn 17.4)

VERDADE PRÁTICA

O amor de Deus é a verdadeira motivação do crente para realizar a obra missionária.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 12.1-3; 17.1-8

INTRODUÇÃO

A palavra “transcultural” traz a ideia de um missionário que transpõe as barreiras da cultura de um povo, ou civilização, para apresentar o amor de Deus. Isso implica interação com todos os grupos étnicos da Terra, com os diferentes aspectos da vida das pessoas. Na lição desta semana, veremos que Deus escolheu uma família , para, por meio dela, alcançar todas as famílias da Terra. Esse processo se deu por Abraão, sua família, a nação de Israel, a  pessoa de Jesus e, finalmente,  a Igreja. Assim, contemplaremos a natureza missionária de Deus, bem como o caráter do seu amor como a base de toda a prática missionária dos cristãos.

Quando discutimos missões transculturais, estamos primeiramente abordando a missão de Deus. Assim podemos dizer que Deus é como um missionário.

Quando falamos sobre missões transculturais, estamos, em primeiro lugar, falando sobre a missão de Deus. Deus é como um missionário. Ele cumpre essa missão porque Ele gosta das pessoas e quer ajudá-las em todas as partes da vida, incluindo questões de moral, espiritualidade, saúde física, conhecimento, interações sociais, finanças, política e cultura. Assim, a meta principal de Deus é criar o Seu Reino aqui na Terra.

Missões transculturais implicam a igreja se esforçando para ir a lugares novos, ultrapassando obstáculos como distância, línguas diferentes, costumes, religiões variadas e grupos de pessoas de diferentes origens.

O alvo é fazer com que a igreja esteja disponível para todas as pessoas, de forma que todos possam entender a mensagem e a razão de existir da igreja. Atualmente, a missão mais crucial da igreja é compartilhar a mensagem do evangelho com diversas culturas, porque ainda há aproximadamente 25% da população mundial que nunca teve a oportunidade de ouvir sobre o evangelho pelo menos uma vez.

É importante compreender o significado das missões transculturais e lembrar que, mesmo durante momentos desafiadores, não devemos interromper a instrução do Senhor de “ir”. Deus seleciona cada pessoa para um local específico com o objetivo de assegurar que a mensagem da salvação esteja disponível para todos.

I- A NATUREZA MISSIONÁRIA DE DEUS

1- A natureza missionária de Deus no chamado de Abrão (Gn 12.1-3).

A expressão “Sai-te da tua terra” revela uma ordem e um chamado de Deus para Abrão ir a um lugar que, a princípio, ele não conhecia (Hb 11.8). Junto com essa ordem, veio uma promessa: “em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3). Essa promessa diz respeito a uma bênção espiritual para o mundo por meio da descendência de Abraão. Nesse sentido, o apóstolo Paulo escreve que essa bênção refere-se ao Evangelho revelado em nosso Senhor Jesus Cristo, o descendente legítimo de Abraão (Gl 3.8,16). Assim, a partir de uma família, Deus providenciou a salvação para o mundo inteiro (Gl 3.16; 4.4). Por isso, podemos afirmar que a origem das Missões Transculturais está intrinsicamente relacionada com a natureza missionária de Deus.

O chamado de Abrão, conforme narrado no livro de Gênesis 12:1-3, lança luz sobre a natureza missionária de Deus e desvenda importantes aspectos da relação entre Ele e a humanidade. Este relato bíblico é de profunda importância para a compreensão da perspectiva missionária dentro da tradição judaico-cristã.

No versículo 1, Deus instrui Abrão a deixar para trás sua terra natal, parentes e lar, para partir rumo a uma terra desconhecida que Deus lhe revelaria. Este chamado ressalta um elemento crucial da missão de Deus: a chamada para sair da zona de conforto e embarcar na jornada rumo ao desconhecido. Isso ilustra a ideia de que a missão de Deus transcende limites geográficos e culturais, demandando uma disposição para deixar para trás o familiar em busca do que Deus está prestes a revelar.

No versículo 2, Deus faz a promessa de tornar Abrão uma grande nação, abençoá-lo e engrandecer seu nome.

Essa promessa de bênção é um elemento central da missão de Deus. Ele não apenas convoca para desafios, mas também oferece bênçãos e prosperidade. Isso nos ensina que a missão de Deus não se restringe apenas a sacrifícios, mas também inclui recompensas divinas.

O versículo 3 destaca uma parte crucial do chamado de Abrão, afirmando que todas as famílias da Terra seriam abençoadas por meio dele. Isso ressalta o caráter universal da missão de Deus. Deus não escolheu Abrão apenas para abençoar sua própria descendência, mas para ser uma fonte de bênçãos para todas as famílias da Terra. Isso prenuncia a ideia de que a missão de Deus é destinada a toda a humanidade, não apenas a um grupo seleto.

A natureza missionária de Deus neste chamado revela Sua compaixão e amor por toda a humanidade. Deus convoca Abrão não apenas para abençoar um grupo específico de pessoas, mas para ser um canal de bênçãos para todas as pessoas. Isso antecipa o conceito de missão transcultural, onde a mensagem de Deus deve ser levada a todas as culturas e nações.

2- A missão como atividade de Deus no mundo.

Para conhecermos a missão como atividade de Deus no mundo é preciso voltar à revelação especial que o próprio Deus fez na sua Palavra. O capítulo 17 de Gênesis nos mostra o Deus soberano e excelso que se relaciona com um ser humano limitado (Gn 17.1). Ele tem tanto zelo pela sua promessa que trocou o nome de Abrão para Abraão a fim de reafirmar a sua aliança, que transcenderia ao cumprimento geográfico da promessa (Gn 12.1 cf. 17.5,8). Aqui, fica clara a Missão como a atividade de Deus no mundo. Ele mesmo, e não outro, é o maior protagonista das atividades missionárias. Deus age no mundo pela sua graça a fim de reconciliá-lo consigo mesmo (2 Co 5.19). Por isso, o nosso maior modelo missionário é o próprio Deus.

A afirmação de que “Deus é o nosso supremo modelo na missão” ressalta a ideia fundamental de que Ele é a referência máxima para nossos esforços missionários, e nosso objetivo é espelhar Sua natureza e caráter em todas as nossas atividades relacionadas à missão.

Deus desempenha um papel central na obra de reconciliação e redenção da humanidade, e Sua abordagem, caracterizada por graça, amor e iniciativa divina, deve ser nossa bússola e inspiração na missão.

Como seguidores de Deus, somos convocados a seguir o Seu exemplo na missão. Isso implica que nossa missão deve ser fundamentada na graça e no amor, além de ser proativa na busca daqueles que estão afastados de Deus. Devemos espelhar o caráter de Deus em nossas ações, esforçando-nos para reconciliar as pessoas com Ele.

3- O nosso modelo missionário.

O modelo missionário básico de que dispomos para a Igreja na atualidade não se fundamenta em figuras ilustres da história da Igreja, nem em projetos contemporâneos de pessoas com feitos notáveis. Certamente que os modelos de hoje e os do passado merecem nossa atenção a fim de ampliar nossa visão missionária, principalmente, na aplicação das missões transculturais. Contudo, nosso principal modelo de Missões revela-se no próprio Deus, cuja natureza missionária nos é demonstrada no Antigo Testamento (Gn 3-9; Is 55.4).

A missão de Deus, conforme revelada no Antigo Testamento, é o nosso principal modelo de missões. Desde os primeiros capítulos de Gênesis até passagens como Isaías 55:4, vemos a natureza missionária de Deus em ação.

Em Gênesis 3-9, após a queda da humanidade no pecado, Deus inicia um processo de restauração e reconciliação. Ele busca Adão e Eva no jardim, demonstrando Seu desejo de restaurar o relacionamento quebrado. Além disso, Deus escolhe Noé para preservar a humanidade durante o Dilúvio, indicando Sua vontade de manter a linha da humanidade para cumprir Seus propósitos redentores. Esses eventos iniciais refletem a missão de Deus de buscar e restaurar aqueles que se afastaram Dele.

Isaías 55:4 nos apresenta a visão de Deus como líder e comandante de povos, indicando Sua soberania e autoridade sobre todas as nações. Ele não é apenas o Deus de um grupo específico, mas o Deus de todos os povos. Isso nos mostra que a missão de Deus é universal, abrangendo todas as nações, e Ele escolhe ser um testemunho para elas.

A partir dessas evidências no Antigo Testamento, podemos extrair importantes princípios sobre a missão de Deus e nossa própria missão como cristãos. Primeiro, Deus é o iniciador da missão, buscando a humanidade caída e oferecendo oportunidades de reconciliação. Segundo, a missão de Deus é universal, direcionada a todas as culturas e nações, desejando que todos sejam alcançados por Sua graça e amor redentor. Terceiro, a missão de Deus envolve liderança e autoridade, destacando Sua soberania sobre todas as coisas.

Portanto, à luz dessas reflexões, a igreja e cada crente têm um modelo claro a seguir na missão de Deus. Devemos ser iniciadores, buscando aqueles que estão distantes de Deus. Devemos compreender que nossa missão é universal, direcionada a todas as culturas e nações. E, finalmente, devemos reconhecer que nossa missão é fundamentada na liderança e autoridade de Deus, confiando em Sua soberania para guiar nossos esforços.

II – AMOR DE DEUS: O PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA HISTÓRIA DA REDENÇÃO

1- O amor de Deus.

A Bíblia mostra que Deus é amor (1 Jo 4.8,16). No Antigo Testamento vemos o seu amor no relacionamento com todos os homens (Dt 33.3). Também contemplamos esse amor na escolha de Deus por Israel (Dt 7.7; Os 11.1; Ml 1.2) e em seu relacionamento com esse povo num processo de renovação de alianças em que sua misericórdia e benignidade são reveladas (Dt 7.9; Is 54.5-10). No Novo Testamento, esse amor de Deus por todas as criaturas é afirmado e ampliado (Jo 3.16). O Altíssimo é revelado como amoroso, pois Ele mesmo é o amor (1 Jo 4.8,16) e este, por sua vez, é a sua própria essência. Portanto, o amor é a base de todo o plano de redenção revelado na Palavra de Deus.

Deus possui um amor profundo e perfeito por todas as pessoas. Em Sua imensa afeição, Ele elaborou um plano de redenção e bem-estar para nos oferecer todas as oportunidades e alegrias que estivermos dispostos a aceitar, incluindo tudo o que Ele tem e é. Para alcançar esse propósito, Deus estava disposto a sacrificar Seu amado Filho, Jesus Cristo, que é o nosso Redentor. “Porque Deus amou tanto o mundo que deu Seu Filho único, para que todo aquele que crê Nele não pereça, mas tenha vida eterna” (João 3.16). Deus demonstra um amor puro, como o de um Pai, que é ao mesmo tempo universal, abrangendo a todos, e individual, direcionado a cada pessoa em particular.

2- A Redenção no Antigo Testamento.

Redenção significa livrar o escravo de sua escravidão com base no pagamento de um preço por um redentor. Esse é o conceito básico para a visão bíblica da salvação. No Antigo Testamento, a redenção está associada à vida familiar, social e nacional de Israel nos seguintes aspectos:

a) resgate para libertação de um escravo (Lv 25.48-55);
b) recuperação de um campo (Lv 25.23-34;
c) resgate de um macho primogênito (Êx 13.12-16);
d) resgata de alguém que seria condenado à morte (Êx 21.28-36).

Além disso, a Bíblia mostra também Deus agindo de forma redentora em favor do homem:
a) quando Jacó invoca: “o Anjo que me livrou de todo o mal” (Gn 48.15,16);
b) quando Deus declara a intenção de livrar Israel da servidão do Egito, dizendo: “Vos resgatarei com braço estendido” (Êx 6.6).

Redenção é o ato de libertação, reabilitação e salvação. Envolve adquirir de novo, resgatar e libertar do cativeiro, representando uma forma de escapar de perigos e das penas do inferno.

O propósito do plano da redenção é garantir a vitória final sobre o pecado e a morte para a humanidade. Deus revelou Sua natureza redentora desde o início do Antigo Testamento, agindo de forma redentora em favor dos seres humanos. Um exemplo disso é quando Jacó se refere a Deus como aquele que o “livrou de todo o mal” (Gênesis 48.15,16).

Deus também declarou Sua intenção de libertar Israel da servidão no Egito, dizendo que os “resgataria com braço estendido” (Êxodo 6.6).

Para os judeus, a figura da redenção é mais notável na libertação divina da escravidão no Egito, que é considerado o evento mais significativo do Antigo Testamento. Essa redenção ocorreu de duas maneiras: 1) através do sacrifício do cordeiro, representado pelo sangue (Êxodo 12.1-13); e 2) pela libertação do domínio do inimigo (Êxodo 12.26,27; 13.13,14). Portanto, o propósito do plano da redenção é oferecer a salvação e a libertação da escravidão do pecado, com base no sacrifício e na ação redentora de Deus.

3- A Redenção no Novo Testamento.

No Novo Testamento, a redenção é estritamente uma atividade divina que é realizada por meio de Jesus Cristo (Ef 1.7; Gl 3.13; 4.5). Nesse caso, a remissão do pecador é assegurada com base no preço do resgate pago a Deus Pai por Jesus Cristo em sua morte na cruz (Tt 2.14; Hb 9.12; 1 Pe 1.18,19) cuja obra redentora é declarada no Novo Testamento (Hb 9.25-28). No entanto, a experiência de redenção só estará completa e consumada na segunda vinda de Cristo, por ocasião da glorificação final do crente (Lc 21.28; Rm 8.23; Ef 1.14). Portanto, o plano de redenção do pecador é o glorioso anúncio da obra missionária que está fundamentada no amor de Deus.

No contexto do Novo Testamento, a redenção é claramente uma obra divina realizada por meio de Jesus Cristo. As referências bíblicas, como Efésios 1:7, Gálatas 3:13 e Gálatas 4:5, ressaltam essa importante doutrina da redenção.

Em Efésios 1:7, encontramos a afirmação de que “Em quem [Jesus Cristo] temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça.” Nesse versículo, é destacado que a redenção é alcançada pelo sangue de Jesus Cristo, apontando para Sua morte na cruz como o meio pelo qual a redenção é assegurada. É através do sacrifício de Jesus que nossos pecados são perdoados e somos reconciliados com Deus.

Em Gálatas 3:13, Paulo escreve: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro.”

Neste versículo, vemos que Jesus Cristo atuou como nosso Redentor, assumindo a maldição que merecíamos por nossos pecados. Ele nos resgatou do poder da lei e da condenação que ela traz, demonstrando mais uma vez o aspecto divino da redenção.

Gálatas 4:5 também destaca a ação redentora de Jesus: “Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” Aqui, a redenção é relacionada à nossa libertação da escravidão espiritual sob a lei, tornando-nos filhos de Deus. Mais uma vez, a obra redentora é realizada através de Jesus Cristo.

Portanto, no Novo Testamento, a redenção é claramente apresentada como uma ação divina realizada por Jesus Cristo. Sua morte na cruz, Sua obra de resgate e Sua libertação da condenação da lei são aspectos fundamentais dessa doutrina, enfatizando que a redenção é uma obra de Deus para a salvação da humanidade.

III – VISÃO BÍBLICA DO CARÁTER TRANSCULTURAL DA MISSÃO

1- Um Deus Missionário.

O Antigo Testamento revela um Deus missionário. No livro de Gênesis, Deus trata não somente com uma nação específica, mas com toda a humanidade:

a) A queda do homem (Gn 3.15);
b) O dilúvio (Gn 6.13);
c) A eleição de um povo para abençoar a todos os demais, após a Torre de Babel (Gn 12.3).

Nesses textos, a falha do homem está caracterizada, bem como o juízo de Deus e a sua promessa. Assim, o Deus missionário estabeleceu uma estratégia de abençoar a todos os povos por meio de Abraão: “E abençoarei os que te abençoarem […] e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3).

A Bíblia nos revela consistentemente um Deus com uma missão em todas as páginas das Sagradas Escrituras. Às vezes, cometemos o erro de pensar que o movimento missionário começou apenas no Novo Testamento e que Deus não tinha preocupações missionárias antes disso. No entanto, essa é uma interpretação equivocada. Desde o princípio, o Senhor é claramente um Deus com uma missão. Embora Ele tenha escolhido um povo para ser “Seu povo”, Sua missão sempre teve como alvo todas as nações, e não excluiu outros grupos do Seu plano salvador.

O chamado missionário de Deus é reafirmado quando Ele escolhe Abraão para ser uma bênção para todas as famílias da Terra. O Salmo 2.8 também destaca o Senhor como um Deus com uma missão, prometendo dar todas as nações como herança a Seu ungido.

O Antigo Testamento nos mostra que Deus não é um Deus nacionalista, mas sim um Deus com uma missão global. Isso fica evidente em eventos como a queda do homem, o Dilúvio e a eleição de um povo após a Torre de Babel. Em todos esses casos, Deus está lidando não apenas com uma nação específica, mas com toda a humanidade.

O Deus com uma missão estabeleceu uma estratégia para abençoar todos os povos, escolhendo Abraão para ser o canal de bênçãos para todas as famílias da Terra. Portanto, isso demonstra que Deus escolheu um homem, gerando a partir dele uma família que se tornaria um povo, e que Ele abençoaria todas as famílias da Terra por meio de Abraão.

2- A escolha de Israel e sua missão.

Por meio de Abraão e sua fé, Deus escolheu Israel para ser um povo especial ao longo da história; para que participasse de modo especial do seu plano de redimir toda a humanidade. Ao estabelecer um relacionamento vertical e correto com Deus, Israel seria o exemplo para as demais nações. Era desejo do Altíssimo que Israel se distinguisse dos outros povos como sua joia preciosa.

Ele queria que a santidade de Israel, como exemplo vivo do poder e de sua graça, atraísse o restante das nações. Entretanto, Israel fracassou nesse propósito. A promessa estabelecida em Gênesis 17.8 foi invalidada pela apostasia e infidelidade da nação (Is 24.5; Jr 31.32). Por isso, Israel foi levado para o exílio na Assíria (2 Rs 17), enquanto Judá, posteriormente, foi levada para o cativeiro em Babilônia (2 Rs 25; 2 Cr 36).

Deus escolheu Israel como Seu povo especial, não por causa de sua grandeza, mas por Seu amor e promessa aos antepassados. Ele os libertou do Egito e esperava que Israel fosse um exemplo de santidade para outras nações. No entanto, Israel falhou devido à desobediência. Apesar da fé e obediência de Abraão, Israel se afastou, quebrando a promessa e sendo levado ao exílio na Assíria e, posteriormente, à Babilônia, devido à sua apostasia e infidelidade.

3- A escolha da Igreja.

O Senhor Deus sempre desejou que os gentios fossem levados à luz. A salvação por meio de Cristo é o cumprimento divino da promessa dada a Abraão de abençoar todas as famílias da Terra. Embora Israel tenha fracassado em seu ministério intercultural, Deus transferiu esse ministério missionário aos filhos do Novo Testamento – a Igreja de Deus. Essa Igreja herdou uma incumbência divina, sendo chamada a participar com Deus na evangelização do mundo. Por

O apóstolo Paulo, em sua Segunda Epístola aos Coríntios (2 Co 5.18,19), destaca a importância da responsabilidade da igreja no “ministério da reconciliação”. Nesse ensinamento, Paulo enfatiza que Deus, por meio de Cristo, tomou a iniciativa na reconciliação com a humanidade, mostrando que a reconciliação é uma dádiva divina, não conquistada por esforços humanos.

Paulo também enfatiza que Deus não culpou as pessoas por seus pecados, mas, em vez disso, por meio de Cristo, removeu essa barreira do pecado que nos separava Dele. Isso demonstra a incrível graça e amor de Deus em ação.

Além disso, Paulo ressalta que a igreja tem a responsabilidade de compartilhar a “palavra da reconciliação” com o mundo, proclamando o evangelho da reconciliação por meio de Jesus Cristo. Assim, a igreja tem uma dupla responsabilidade: viver os princípios da reconciliação em suas próprias vidas e compartilhar essa mensagem com o mundo.

CONCLUSÃO

Vimos a natureza missionária de Deus desde o início da Bíblia. A partir de uma família, Deus planejou a salvação para a toda a humanidade. Isso revela que o plano redentor de Deus está fundamentado no seu excelso e glorioso amor pelo mundo todo (Jo 3.16). É esse amor que estimula a Igreja de Cristo levar a sério a obra missionária até que o Senhor Jesus volte. Deus não desistiu do pecador. Por isso, Ele conta conosco, pois é a sua vontade “que todos os homens se salvem” (1 Tm 2.4).

Um comentário

  1. Leudes

    A paz do Senhor sempre acompanho os comentários das lições biblica e foi de grande estima ter acompanhado os comentários muito tem nos abençoando nas nossas escolas gratidão

    1. Julio Assis

      Paz do Senhor ,que Deus possa continuar abençoando sua vida e seu ministério, meu irmão.

      Muito Obrigado.

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